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03 / ago 2018

UM SOFRIMENTO SEM FIM

A história da imigração de italianos, iniciada a partir do século XIX, abrigados pelos Estados Unidos, Argentina, Brasil e outros países que contaram com a ajuda expressiva dessa mão de obra, não impediu que o vice- primeiro-ministro, Matteo Salvini, fosse condescendente com os que buscam refúgio na Itália.

Quando o novo governo populista assumiu o controle da situação, a promessa era de expulsar os 500 mil daquela nação em uma média de 100 mil por ano. Esta política radical repercutiu após a Itália rejeitar a entrada em seus portos de um navio com 629 imigrantes resgatados na costa da Líbia.

Segundo estatística da União Europeia, 7.045 imigrantes já foram expulsos da península no último ano, enquanto outros 150 mil permanecem na expectativa de deportação.

A proposta de travar a imigração apoiada pela Bélgica e Holanda, favoráveis a uma atitude mais rígida, depara com a oposição da Alemanha, que só admite uma solução para o impasse criado mediante acordos bilaterais e multilaterais dos países interessados.

A posição assumida pelo novo governo foi criticada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, que levou ao Papa Francisco a sua discordância com a proposta de Matteo Salvini. Macron dirigiu mensagem ao primeiro-ministro italiano sustentando que “o populismo na Europa é como uma lepra que se espalha pelo Velho Continente, em países que nunca pensamos que voltariam a ocorrer outra vez, em países vizinhos”.

A resposta obtida de Salvini foi acre e tornou ainda mais tensa a situação ao advertir a Macron que “no próximo ano se decidirá se a Europa unificada continuará ou não existindo”.

Com isso, um problema que, a princípio, envolvia somente os países onde chegavam imigrantes vindos da África, Síria e outras regiões do Oriente Médio, passou, doravante, a afetar a estabilidade e unificação da Europa.