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21 / jan 2020

UM PARTIDO A MAIS

O Brasil conta, presentemente, com 33 partidos, além de 77 em fase de aprovação pelo Tribunal Superior Eleitoral. Entre as legendas em fase embrionária, figura o Partido Nacional Corinthiano (PNC). Este talvez seja comandado, no futuro, pelo ex-presidente Lula, responsável pela construção do estádio da equipe de sua predileção.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou a criação do Partido “Aliança pelo Brasil”, sob o qual pretende se abrigar no curso de sua pálida trajetória política. O escopo da nova legenda é conferir expressão nacional ao seu credo e não construir um partido que corresponda aos anseios inovadores do povo brasileiro.

Tudo faz crer que essa corporação irá primar pelo autoritarismo, impondo aos filiados fiel lealdade ao seu líder, embora essa exigência, no passado, não constituísse requisito aos que ingressaram no PT.

A Aliança pelo Brasil será presidida por Jair Bolsonaro, tendo como vice o senador Flávio Bolsonaro, envolvido em processo criminal instaurado pelo Ministério Público. Desta vez, até o caçula, Jair Renan, irá integrar a falange como “vogal”. Os filhos Eduardo, deputado pelo PSL, e Carlos, vereador pelo PSC, não serão aquinhoados por se acharem filiados a outros partidos.

Basta a sua composição familiar para que a nova sigla não possa constituir um grupo político com um programa de ação definido. Não passa de um ajuntamento caseiro ou de um caudilhismo voltado, exclusivamente, para os interesses de seus integrantes. A linha de conduta será a que for imposta pelo seu chefe, variando conforme as circunstâncias.

Como os bolsonaristas se arrogam à condição de redentores do Brasil, tudo será permitido aos dirigentes. Consta do programa do “Aliança” que “um novo passo deverá ser dado” com a “criação de um partido político que dê voz ao povo brasileiro” e que esteja em consonância com as aspirações populares.

Trata-se, pois, de uma nova experiência eleitoral a ser acrescida às agremiações existentes no Congresso Nacional. Como essas se distinguem apenas pelas siglas – e não por programas autênticos –, não é de se estranhar a criação de um partido, a mais, que se proponha a realizar o que não foi cumprido pelas falanges existentes.

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