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13 / mar 2019

UM ENCONTRO FRACASSADO

Nos dias 27 e 28 de fevereiro último, foi realizada em Hanói, no Vietnã, a segunda cúpula entre os presidentes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte, com o objetivo de pacificar as relações entre os dois países.

Segundo o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, o evento ficaria registrado na história como um acordo capaz de derrubar o último legado que restava da guerra fria.

Mas, a agenda oficial não foi cumprida e os dois líderes deixaram o Vietnã antes do prazo estabelecido, sem qualquer avanço em relação ao encontro anterior realizado em junho de 2018, em Singapura.

Kim Jong-un aceitava interromper os testes de mísseis nucleares, caso algumas das severas sanções impostas à Coreia do Norte fossem suspensas imediatamente.

Por sua vez, Donald Trump condicionou essa suspensão à comprovação, pelo regime de Pyongyang, de que ocorrera a “desnuclearização” do país asiático. Trump resistiu a essa proposta, alegando que não poderia levantar as sanções existentes em sua totalidade. Já o chanceler norte-coreano, Ri Yong-ho, desmentiu o presidente estadunidense, alegando que a suspensão reclamada seria apenas parcial e não total.

Criou-se, assim, um impasse intransponível, a despeito da cordialidade aparente que houve na mesa de negociações. Nenhum dos contendores se dispôs a transigir em suas propostas em prol de um resultado maior que levasse à cessação definitiva das hostilidades existentes.

De um lado, Trump pretendeu demonstrar que conseguira “arrancar a paz” da Coreia do Norte superando os seus antecessores nesta tentativa, especialmente Barack Obama. De outro, Jong-un só voltaria a Pyongyang ostentando o trunfo de que derrotara o seu mais temível inimigo.

Devido a essa relutância, de parte a parte, subsistirá a incerteza existente na Península Coreana até que Donald Trump e King Jong-un se conscientizem de que a paz somente será atingida quando não houver mais vaidade entre os responsáveis pela sua concretização.