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08 / maio 2017

A SOBREVIVÊNCIA DO SINDICALISMO

A tentativa do governo de minimizar a decantada greve geral não se prestará a desfazer os efeitos sustentados pelos seus organizadores. Resta saber se o alvoroço promovido será suficiente para impedir que as reformas projetadas tornem-se realidade.

Tudo faz crer que as manifestações do dia 28 passado, marcadas por atos de selvageria, ainda prosseguirão à medida que os projetos das reformas Trabalhista e da Previdência tiverem sequência no Congresso Nacional.

Os pelegos dos sindicatos, que têm ojeriza ao trabalho, arvoram-se em opositores de reformas que o lulismo não teve a grandeza de realizar.

Entre as alterações introduzidas na CLT, sobreleva a eliminação da contribuição obrigatória, que sempre foi a seiva do sindicalismo. A este interessa que a legislação continue aquém das inovações surgidas, preservando a vigência de uma CLT deformada, em desacordo com a realidade atual.

Torna-se, assim, compreensível a tentativa de “flexibilização” dessa excrescência chamada imposto sindical, que alimenta a manutenção de mordomias, resistindo à criação da contribuição voluntária, bem como a uma fiscalização futura que venha coibir os desmandos cometidos pelos dirigentes e a mazorca que impera no uso da contribuição dos trabalhadores. Estes, em sua maioria, desconhecem os seus direitos e ignoram o desconto de um dia de trabalho em seus salários, que serve para financiar os seus pretensos protetores.

Este é o quadro atual, num país que conta com uma população ativa de 80 milhões, em que a representatividade das duas mais antigas centrais – Força Sindical e Central Única dos Trabalhadores (CUT) – de 5.163.609 não atinge a 7%.

O incentivo à criação de novos sindicatos deve-se ao governo Lula que, movido pelos interesses petistas, canalizou 10% do imposto às centrais sindicais, como se não bastassem as verbas que deveriam ser aplicadas no treinamento dos trabalhadores e que estão sustentando federações e confederações, cujos dirigentes se aboletaram no seu comando, de onde não pretendem ser apeados.

O desconhecimento desses fatos vergonhosos concorreu para estimular o rebuliço que tomou conta das ruas, em nome de supostos direitos que a reforma trabalhista se propõe a eliminar.

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