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02 / maio 2017

PUNIÇÃO FRACASSADA

As declarações de Léo Pinheiro, somadas ao tiro certeiro e mortal de Antonio Palocci, tornaram ainda maior a apreensão que paira quanto ao depoimento de Lula, no próximo dia 10 de maio.

A informação do ex-presidente da OAS de que Lula lhe recomendou a destruição de provas que o implicassem na investigação do apartamento do Edifício Solaris, no Guarujá, agravou a situação do líder petista, por importar em obstrução da atuação da Justiça.

Pela prática de fato semelhante, o senador Delcídio do Amaral foi preso, sendo destituído do mandato pela Câmara Alta.

Todo o esquema montado pela defesa de Lula ruiu com os depoimentos de Pinheiro e Palocci, provocando a irritação de Lula com o seu advogado, José Roberto Batochio, que não conseguiu demover Palocci de fazer a delação premiada.

Como noticiado, Lula contratara os serviços daquele criminalista com a finalidade de “conter” eventuais manifestações do ex-ministro da Fazenda que pudessem comprometê-lo. Tal não ocorreu, tendo Palocci anunciado, inclusive, que teria ainda outros fatos a revelar, colocando-se a disposição de Sérgio Moro para novo depoimento.

A presunção de Lula de que estaria blindado pela falange petista, também, não surtiu o resultado esperado. Ao contrário, sua situação tornou-se mais vulnerável após os depoimentos constrangedores que, certamente, repercutirão nos outros cinco inquéritos a que o ex-presidente já responde.

Vale o registro de que o julgamento do mensalão, precedido das investigações iniciadas em julho de 2005, estendeu-se até o final de 2013, isto é, oito anos após o seu início. Assim, importará numa frustração extrema a possibilidade de que Lula e seus comparsas tenham a sua punibilidade extinta pela prescrição.

Grande parte dos delitos apurados pela Lava Jato prescreverá em doze anos, contados da prática da infração, com os denunciados tornando-se imunes em 2022. Caso os investigados contem com mais de 70 anos, o lapso prescricional cairá para a metade, favorecendo a impunidade que esperam obter.

Esse risco só não ocorrerá se o Judiciário estiver devidamente aparelhado no cumprimento de sua missão, com os juízes livres de ameaças, a exemplo das que estão sendo prometidas pela horda petista contra a integridade de Sérgio Moro.

 

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