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13 / jan 2020

A TENDÊNCIA À CONFRONTAÇÃO

O presidente Jair Bolsonaro converteu a saída do Palácio da Alvorada em um palanque de onde emite as mais excêntricas e provocantes mensagens, que ganham repercussão nacional.

A truculência do mandatário não surpreende, pois, mesmo antes de sua posse, desferiu reiterados ataques à imprensa, demonstrando que o mesmo aconteceria após a sua investidura como supremo dirigente da Nação.

Desde então, tornaram-se conhecidas as manifestações contrárias aos órgãos de divulgação em 99 oportunidades, numa demonstração patente de que abomina a atividade jornalística.

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06 / jan 2020

IDEOLOGIA COMPROMETEDORA

Forte viés ideológico comprometeu a nossa política externa em 2019. Para isto contribuiu a escolha do chanceler Ernesto Araújo e do assessor para Assuntos Internacionais, Filipe Martins, ambos filiados a Olavo de Carvalho, que foi o responsável pelas suas indicações.

Já nos primeiros dias de sua gestão, Bolsonaro questionou a possibilidade de um relacionamento satisfatório com a China, nosso principal parceiro, difundindo o refrão de que aquele país estaria propenso a “comprar o Brasil”.

Esta suspeita deixou de existir com a visita do vice-presidente Hamilton Mourão ao Oriente e, sobretudo, com a reunião do Brics, que contou com a presença do mandatário chinês, Xi Jinping.

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27 / dez 2019

A REPARAÇÃO DE UMA INFÂMIA

Sem concluir um acordo sobre o mercado de emissão do carbono, a COP-25, realizada em Madri, se extinguiu de modo pouco alentador. O Brasil contribuiu para este malogro obstruindo a carta final, mediante idas e vindas.

Segundo os participantes do simpósio, o Itamaraty ficou numa posição isolada por representar o único país a defender que metas de redução de emissões não deveriam ser ajustadas, descontando-se do cálculo dos créditos de carbono vendido a outros países.

Esse isolamento contrasta com o protagonismo de 2015, quando o Brasil teve presença marcante na conferência do clima de Paris.

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23 / dez 2019

A CONSAGRAÇÃO DE UM ENERGÚMENO

Em palestra dirigida a empresários durante a campanha eleitoral, indagado sobre as alterações que faria na Educação, o candidato Jair Bolsonaro foi incisivo ao afirmar que pretendia “entrar com um lança-chamas no MEC e tirar o Paulo Freire lá de dentro”.

Num dos encontros rotineiros na saída do Palácio do Alvorada, o presidente defendeu o fim do contrato com a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), responsável por gerar a TV Escola. No curso dessa atoarda, denunciou a presença da esquerda naquele órgão, enfatizando a figura de Paulo Freire, qualificando-o de energúmeno.

A sua fala repercutiu negativamente na mídia, servindo para demonstrar o seu total desconhecimento, também, quanto ao trabalho realizado pelo respeitado pedagogo.

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17 / dez 2019

OMISSÃO COMPROMETEDORA

O aumento do Fundo Eleitoral em quase R$ 4 bilhões, estimulado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é a prova mais evidente do desapreço de nossos parlamentares pela opinião pública.

A aprovação, sob a forma de voto de liderança, não passa de uma escaramuça destinada a evitar que os autores desta tramoia sejam nominalmente conhecidos.

É indiferente para esses fraudadores do erário o fato de contarmos com 57 milhões de residências sem acesso a rede de esgoto; que a malha rodoviária esteja piorando, a cada dia, por falta de manutenção; que o número de hospitais e escolas, sem médicos e professores, atinja um índice alarmante.

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09 / dez 2019

O BICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA

Em 2022, o Brasil comemorará o bicentenário de sua Independência. Até agora não consta a existência de qualquer iniciativa do Executivo, através do Ministério de Turismo e do Congresso Nacional, que importasse em conferir ao dia 7 de setembro de 2022 a importância que mereça ter.

Em 1922, no governo de Epitácio Pessoa, o nosso país enfrentou inúmeras turbulências. O movimento dos tenentes, que passou à história como sendo “Os dezoito do Forte de Copacabana”, não impediu que a efeméride fosse marcada por acontecimentos de repercussão interna e externa.

A Semana de Arte Moderna, também chamada de “Semana de 22”, ocorreu no mês de fevereiro, no Teatro Municipal de São Paulo. Tratava-se de um evento que reuniu diversos tipos de arte, tornando-se o início do movimento modernista e referência cultural do século XX. A elite paulista era influenciada por padrões estéticos europeus que entendiam a arte como algo acadêmico e formal.

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28 / nov 2019

A MORTE DE UM BRAVO

A advocacia brasileira está de luto. Morreu na última segunda-feira, 25, aos 83 anos, o ex-presidente da OAB, Eduardo Seabra Fagundes.

Seabra Fagundes passou à história da instituição como um crítico à ditadura militar no período em que exerceu o seu comando (1979-1981). Tornou-se um combativo opositor do regime de exceção, ganhando notoriedade por ocasião da trágica detonação que vitimou sua secretária, Lyda Monteiro da Silva, em 27 de agosto de 1980.

Naquela tarde, o sargento paraquedista, Magno Catarino da Mota, conhecido pelo codinome “Guarany”, foi portador de um embrulho entregue na sede da OAB, na avenida Marechal Câmara, que tinha como destinatário o presidente da Casa.

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25 / nov 2019

O ITAMARATY DE CÓCORAS

A indicação de Nestor Foster para embaixador do Brasil nos Estados Unidos, se avaliada sob o prisma da conveniência, pouco difere da frustrada escolha de Eduardo Bolsonaro para o mesmo posto.     O fato de Foster, a esta altura, já ter sido aceito por Donald Trump não é bastante para credenciá-lo a ocupar a posição de maior relevo da diplomacia brasileira.

Desde que Foster tornou-se “reserva” de Eduardo, caso este não fosse chancelado pelo Senado, alguns fatos envolvendo o seu passado, certamente, voltarão à tona na sabatina a que será submetido na Câmara Alta.

Resta saber qual é o perfil do diplomata escolhido e como estão as relações entre o nosso país e a mais poderosa nação do mundo.

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19 / nov 2019

QUE NÃO NOS FALTE PACIÊNCIA

Enquanto perdurar o clima de beligerância entre governo e oposição, o Brasil correrá o risco de se atolar num charco de profundeza irremediável. Não bastassem os temas explosivos envolvendo questões trabalhistas e previdenciárias, somadas à crise do desemprego e privatizações, temos agora o embate travado entre Lula e Bolsonaro, ambos com a obsessão de reaver um prestígio que se esfacela a cada dia.

O presidente não mede adjetivos nas respostas dadas ao seu detrator, repelindo a mordacidade lulista, tomado do propósito de não deixá-lo falar por último. Nenhum dos contendores propõe um debate útil para a crise atual. Só lhes interessa criar um ambiente de adversidade permanente, cada um procurando aniquilar o adversário, o quanto antes, mesmo valendo-se dos meios mais condenáveis.

A opinião do ofensor haverá de superar a do ofendido. Não mediante um raciocínio lógico e convincente, mas sim na troca de farpas, pouco importando os males que possam advir dessa contenda.

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11 / nov 2019

AS DESCULPAS QUE NÃO CONVENCERAM

O presidente Jair Bolsonaro adotou como forma de se redimir dos seus destemperos o pedido de desculpa. Trata-se de um pretexto tornado frequente, seja quando ele próprio verbera seus desafetos; seja quando o disparate emerge de seus audaciosos filhos.

Foi o que sucedeu por ocasião de sua passagem pela Arábia Saudita, em que apareceu num vídeo como um leão acuado pelas hienas do STF, OAB, CNBB e alguns órgãos de comunicação, que não comungam de seus rompantes e nem se identificam com a sua maneira de governar.

O mesmo ocorreu quando o filho, deputado e líder do governo, Eduardo Bolsonaro, cogitou da possibilidade de reimplantação do famigerado AI-5.

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