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14 / abr 2020

O MINISTÉRIO DA SAÚDE, OSWALDO CRUZ E CARLOS CHAGAS

As atividades políticas que levaram à criação do Ministério da Saúde foram concretizadas somente em 1908, sendo que a formação do novo órgão ocorreu em 1953. A sua finalidade originária era o combate à epidemia da malária e leishmaniose, desde a formulação da Política Nacional de Saúde implementada pelo médico Estácio Souto Maior.

Em 1963, consoante posição defendida pelo ministro Raimundo de Moura Britto, no governo de Castelo Branco, procedeu-se a inclusão daquele Ministério na Previdência Social dentro do Plano Nacional de Saúde, que adotou diretrizes políticas cogitadas anteriormente.

Mesmo exercendo atuação científica, a nova pasta não ficou imune às influências políticas. A maioria de seus ocupantes provinha do Legislativo federal, não sendo formada somente de médicos conceituados. Foi graças à sua intensa desenvoltura como ministro da Saúde (1988), na administração de FHC, que o senador José Serra, político estudantil e ex-presidente da UNE, logrou candidatar-se ao Planalto.

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03 / abr 2020

A ITÁLIA E O COMBATE AO CORONAVÍRUS

O aumento do número de mortes na Itália, a cada dia, leva ao exame das causas da letalidade assustadora do coronavírus. A implantação da quarentena foi insuficiente para conter a pandemia, sem que o decreto baixado pelo primeiro-ministro, Giuseppe Conte, produzisse o resultado esperado. O premiê teve sua popularidade elevada de 44% em fevereiro para 71% em março.

A proibição imposta ao funcionamento do comércio, ao deslocamento não essencial da população, não impediu as caminhadas diárias, a frequência nos parques, as corridas individuais, assim como os passeios pela manhã com os animais de estimação.

O mesmo sucedeu às detenções implementadas pela polícia aos que passavam pela praça Duomo ou visitavam a Galeria Victor Emanuel, deleitando-se com aqueles monumentos e lojas.

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27 / mar 2020

O INIMIGO DA VERDADE

Ao contestar a doença que alcançou a todos os cinco continentes, o presidente Jair Bolsonaro reafirmou a sua índole negacionista, o seu propósito deletério de divulgar fatos que lhe possam trazer notoriedade.

Já houve quem advertisse que Bolsonaro é um subproduto de Trump, que copia mal tudo o que o presidente dos EUA faz ou promete fazer.

A sua versão de que o resultado do primeiro turno das eleições de 2018 fora fraudado, não contou com o menor indício que pudesse levá-lo a sério. Ao rejeitar os dados do INPE sobre o desmatamento da Amazônia, assim se houve levianamente, opondo-se aos elementos de convicção que demonstravam o contrário.

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20 / mar 2020

A LOROTA CONSAGRADA

Com o visível propósito de angariar maior prestígio junto aos seus asseclas, Jair Bolsonaro escandalizou o País, indiferente à doença que infesta a humanidade. Em sua aparição na Praça dos Três Poderes, arrebatou selfies, empunhou celulares, cumprimentou sectários, estimulando os que acorreram àquele local na ovação de que foi alvo.

Nessa arrojada diligência teve o apoio do contra-almirante e diretor da Anvisa, Antônio Barra Torres, que filmou a participação do presidente naquele episódio burlesco. Mais uma vez, empenhou-se em demonstrar que o coronavírus não passava de uma criação midiática. Assim, era conveniente desafiá-lo publicamente, tomado do mesmo ardor com que enfrenta seus contendores políticos.

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16 / mar 2020

PROVOCAÇÃO OFICIAL

Em recente ultraje, o presidente Jair Bolsonaro imputou à nossa imprensa a repercussão negativa de sua iniciativa de contratar um humorista para responder perguntas sobre o resultado fraco do PIB, que registrou o crescimento anual de somente 1,1%.

O artista Márvio Lúcio, da TV Record, conhecido como Carioca, do extinto programa “Pânico”, distribuiu bananas aos repórteres após descer de um veículo presidencial, acompanhado do secretário especial de Comunicação, Fabio Wajngarten.

Na oportunidade, o mandatário afirmou: “Vocês são uma espécie em extinção. Eu acho que vou botar os jornalistas do Brasil vinculados ao Ibama”.

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09 / mar 2020

ENTRE GORBATCHOV E PUTIN

Há uma contradição flagrante entre os governos de Gorbatchov e Putin, que o tempo não poderá desfazer. Tal qual o brasileiro, o povo russo tem memória fraca, esquecendo com facilidade as boas ações e deixando-se empolgar com os bezerros de ouro gerados pelo populismo e modernos meios de comunicação.

Consta que os serviços russos especializados em “fake news” compartilham da campanha de Donald Trump com vivo interesse. É sabido que o atual presidente daquela nação é um apreciador notório dos governantes autoritários.

Em janeiro passado, o Parlamento da Rússia aprovou reforma constitucional, por uma maioria escassa (450 x 432), destinada a assegurar a manutenção de Putin no poder a partir de 2024, quando deverá terminar o seu governo.

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03 / mar 2020

DEMOCRACIA EM RISCO

Quando ainda ecoavam os últimos batuques da folia momesca, o presidente Jair Bolsonaro, estimulado pelos seus parceiros, disparou um vídeo conclamando o povo a sair às ruas em defesa de seu governo. O protesto teria como alvos o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.

Quanto ao Legislativo, já era esperada esta manifestação, que deverá rimar com o pronunciamento do general Augusto Heleno, que hostilizou o Parlamento na crise decorrente do orçamento impositivo. O militar, que nas primeiras semanas do governo, primava pelo equilíbrio, aparece agora como um entusiasta da perturbação, assimilando os métodos de seu inspirador.

No chamamento dirigido aos seus compartes, Bolsonaro reportou-se à facada recebida em Juiz de Fora, enfatizando que na tentativa de homicídio sofrido “quase morreu” para defender o País do risco a que ficaria exposto se o petismo triunfasse na contenda eleitoral.

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21 / fev 2020

A ARTE DE SABER ESCOLHER

A recente nomeação do general Walter Souza Braga Netto, natural de Belo Horizonte, para ministro da Casa Civil, ensejou diversas especulações quanto à finalidade da escolha.

Não se tratava, apenas, da substituição do deputado Onyx Lorenzoni, cuja atuação no Planalto descontentava o presidente. O parlamentar vinha se empenhando mais em articular sua candidatura a governador do Rio Grande do Sul do que exercer satisfatoriamente a tarefa de gerir, com eficiência, a pasta que lhe foi confiada.

O general Braga Netto exerceu discretamente a intervenção federal no Rio de Janeiro, fazendo valer a disciplina do Exército, evitando pronunciamentos e entrevistas estapafúrdias que pudessem comprometer a sua incumbência.

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18 / fev 2020

COMO SALVAR A DEMOCRACIA

Na véspera do resultado da eleição presidencial dos EUA, em 2016, a maioria dos observadores e cientistas políticos, não concebia que no dia seguinte aquele país passaria a conviver com o mais extravagante dirigente de sua história.

Pela primeira vez, um homem sem nenhuma experiência em cargos públicos, com aparente compromisso com seus eleitores, sem nenhum respeito aos direitos constitucionais e tomado de claras tendências autoritárias, foi eleito presidente.

Tratava-se de um candidato que até pouco tempo não tinha sequer filiação partidária e que carecia dos princípios éticos para assumir o comando da maior potência do mundo.

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10 / fev 2020

A CONDENAÇÃO IMPOSTA POR DONALD TRUMP

Com a finalidade de diminuir o número de pedidos de asilo, Donald Trump determinou que fossem transferidos para o México os brasileiros que tentassem ingressar nos EUA, em situação irregular.

O Itamaraty já teve ciência dessa determinação, esclarecendo que a medida decorreu de ato firmado no ano passado, que recebeu a denominação de Protocolo de Proteção ao Migrante (MPP).

Bolsonaro, quando se encontrava na Índia, em entrevista concedida à imprensa apoiou a iniciativa de Trump, considerando-a normal, não lhe fazendo qualquer restrição.

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