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20 / mar 2020

A LOROTA CONSAGRADA

Com o visível propósito de angariar maior prestígio junto aos seus asseclas, Jair Bolsonaro escandalizou o País, indiferente à doença que infesta a humanidade. Em sua aparição na Praça dos Três Poderes, arrebatou selfies, empunhou celulares, cumprimentou sectários, estimulando os que acorreram àquele local na ovação de que foi alvo.

Nessa arrojada diligência teve o apoio do contra-almirante e diretor da Anvisa, Antônio Barra Torres, que filmou a participação do presidente naquele episódio burlesco. Mais uma vez, empenhou-se em demonstrar que o coronavírus não passava de uma criação midiática. Assim, era conveniente desafiá-lo publicamente, tomado do mesmo ardor com que enfrenta seus contendores políticos.

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16 / mar 2020

PROVOCAÇÃO OFICIAL

Em recente ultraje, o presidente Jair Bolsonaro imputou à nossa imprensa a repercussão negativa de sua iniciativa de contratar um humorista para responder perguntas sobre o resultado fraco do PIB, que registrou o crescimento anual de somente 1,1%.

O artista Márvio Lúcio, da TV Record, conhecido como Carioca, do extinto programa “Pânico”, distribuiu bananas aos repórteres após descer de um veículo presidencial, acompanhado do secretário especial de Comunicação, Fabio Wajngarten.

Na oportunidade, o mandatário afirmou: “Vocês são uma espécie em extinção. Eu acho que vou botar os jornalistas do Brasil vinculados ao Ibama”.

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09 / mar 2020

ENTRE GORBATCHOV E PUTIN

Há uma contradição flagrante entre os governos de Gorbatchov e Putin, que o tempo não poderá desfazer. Tal qual o brasileiro, o povo russo tem memória fraca, esquecendo com facilidade as boas ações e deixando-se empolgar com os bezerros de ouro gerados pelo populismo e modernos meios de comunicação.

Consta que os serviços russos especializados em “fake news” compartilham da campanha de Donald Trump com vivo interesse. É sabido que o atual presidente daquela nação é um apreciador notório dos governantes autoritários.

Em janeiro passado, o Parlamento da Rússia aprovou reforma constitucional, por uma maioria escassa (450 x 432), destinada a assegurar a manutenção de Putin no poder a partir de 2024, quando deverá terminar o seu governo.

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03 / mar 2020

DEMOCRACIA EM RISCO

Quando ainda ecoavam os últimos batuques da folia momesca, o presidente Jair Bolsonaro, estimulado pelos seus parceiros, disparou um vídeo conclamando o povo a sair às ruas em defesa de seu governo. O protesto teria como alvos o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.

Quanto ao Legislativo, já era esperada esta manifestação, que deverá rimar com o pronunciamento do general Augusto Heleno, que hostilizou o Parlamento na crise decorrente do orçamento impositivo. O militar, que nas primeiras semanas do governo, primava pelo equilíbrio, aparece agora como um entusiasta da perturbação, assimilando os métodos de seu inspirador.

No chamamento dirigido aos seus compartes, Bolsonaro reportou-se à facada recebida em Juiz de Fora, enfatizando que na tentativa de homicídio sofrido “quase morreu” para defender o País do risco a que ficaria exposto se o petismo triunfasse na contenda eleitoral.

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21 / fev 2020

A ARTE DE SABER ESCOLHER

A recente nomeação do general Walter Souza Braga Netto, natural de Belo Horizonte, para ministro da Casa Civil, ensejou diversas especulações quanto à finalidade da escolha.

Não se tratava, apenas, da substituição do deputado Onyx Lorenzoni, cuja atuação no Planalto descontentava o presidente. O parlamentar vinha se empenhando mais em articular sua candidatura a governador do Rio Grande do Sul do que exercer satisfatoriamente a tarefa de gerir, com eficiência, a pasta que lhe foi confiada.

O general Braga Netto exerceu discretamente a intervenção federal no Rio de Janeiro, fazendo valer a disciplina do Exército, evitando pronunciamentos e entrevistas estapafúrdias que pudessem comprometer a sua incumbência.

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18 / fev 2020

COMO SALVAR A DEMOCRACIA

Na véspera do resultado da eleição presidencial dos EUA, em 2016, a maioria dos observadores e cientistas políticos, não concebia que no dia seguinte aquele país passaria a conviver com o mais extravagante dirigente de sua história.

Pela primeira vez, um homem sem nenhuma experiência em cargos públicos, com aparente compromisso com seus eleitores, sem nenhum respeito aos direitos constitucionais e tomado de claras tendências autoritárias, foi eleito presidente.

Tratava-se de um candidato que até pouco tempo não tinha sequer filiação partidária e que carecia dos princípios éticos para assumir o comando da maior potência do mundo.

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10 / fev 2020

A CONDENAÇÃO IMPOSTA POR DONALD TRUMP

Com a finalidade de diminuir o número de pedidos de asilo, Donald Trump determinou que fossem transferidos para o México os brasileiros que tentassem ingressar nos EUA, em situação irregular.

O Itamaraty já teve ciência dessa determinação, esclarecendo que a medida decorreu de ato firmado no ano passado, que recebeu a denominação de Protocolo de Proteção ao Migrante (MPP).

Bolsonaro, quando se encontrava na Índia, em entrevista concedida à imprensa apoiou a iniciativa de Trump, considerando-a normal, não lhe fazendo qualquer restrição.

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03 / fev 2020

UMA ASPIRAÇÃO JÁ RENUNCIADA

A pretensão do Brasil em integrar o Conselho de Segurança da ONU, como membro permanente, é anterior à criação deste organismo em 1945. Data de 1926, sendo abandonada temporariamente e ressurgida em 1980 pelo presidente José Sarney.

O Conselho de Segurança conta com 15 membros, sendo cinco com poderes de veto: EUA, Rússia, China, Reino Unido e França. Os demais são eleitos pela Assembleia Geral para mandatos de dois anos.

Um lugar no Conselho Permanente significa ter sempre voz ativa na consecução de medidas de interesse do membro, além de poder acompanhar de forma atuante o que acontece no cenário mundial.

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27 / jan 2020

A EXALTAÇÃO AO NAZISMO

Roberto Alvim, secretário especial de Cultura, após reproduzir pronunciamento de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler, foi demitido ante a pressão dos presidentes do Senado e Câmara e da Comunidade Judaica Brasileira, esta representada pelo embaixador Yossi Shelley.

 A similitude do texto elaborado por Goebbels, em 1933, com o que foi divulgado por Alvim decorre da ênfase emprestada ao fato de que “A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada”.

Em seu pronunciamento, Roberto Alvim repetiu aqueles dizeres: “A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo, ou então não será nada”.

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21 / jan 2020

UM PARTIDO A MAIS

O Brasil conta, presentemente, com 33 partidos, além de 77 em fase de aprovação pelo Tribunal Superior Eleitoral. Entre as legendas em fase embrionária, figura o Partido Nacional Corinthiano (PNC). Este talvez seja comandado, no futuro, pelo ex-presidente Lula, responsável pela construção do estádio da equipe de sua predileção.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou a criação do Partido “Aliança pelo Brasil”, sob o qual pretende se abrigar no curso de sua pálida trajetória política. O escopo da nova legenda é conferir expressão nacional ao seu credo e não construir um partido que corresponda aos anseios inovadores do povo brasileiro.

Tudo faz crer que essa corporação irá primar pelo autoritarismo, impondo aos filiados fiel lealdade ao seu líder, embora essa exigência, no passado, não constituísse requisito aos que ingressaram no PT.

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