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13 / maio 2019

OS CONSTRUTORES DA PÁTRIA

São muitos os caminhos que nos levam à notoriedade. Em se tratando de um político, a via mais eficaz é a proximidade do Poder.

Na semana passada, conhecidas figuras de nossa vida pública receberam comendas que, segundo o porta-voz da presidência da República, general Otávio Rêgo Barros, fizeram jus às honrarias “pelos seus serviços ou méritos excepcionais”.

Não é de se estranhar que no rol das concessões outorgadas figurassem políticos cuja distinção importou num escárnio. Isto já ocorreu no passado, causando estranheza e, por que não, revolta.

Neste ano, o abuso extravasou, convertendo-se num escândalo. A começar do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, alvo de investigações do Ministério Público e da Polícia Federal pelas trapaças cometidas no processo “laranja”, via do qual promoveu a partilha de recursos do Fundo Partidário com elementos do PSL, compelidos a dividi-los com outros acólitos do bolsonarismo.

As gravíssimas acusações que pesam sobre o presidente daquela falange não impediram que fosse condecorado com a Ordem do Rio Branco. O senador Flávio Bolsonaro passou a ostentar a comenda de grande oficial. Já o seu irmão Eduardo, também foi aquinhoado com a mais importante comenda daquela ordem.

A vergonha maior coube à condecoração feita ao ideólogo (ou astrólogo) Olavo de Carvalho, que vive na Virgínia (EUA) e que ataca, diariamente, o vice-presidente Hamilton Mourão e todos os militares que têm assento no Planalto, tornando-se mentor do chanceler Ernesto Araújo, crítico contumaz de Donald Trump, por quem nutre permanente paixão.

Olavo de Carvalho prima pela linguagem chula, pela pornografia desmedida. As expressões de que se vale nada ficam a dever à pornografia da Lapa ou da rua Major Quedinho, centro da mais depravada degradação moral.

Carvalho sempre foi apologista de Stroessner e Pinochet, tendo censurado Sérgio Moro por haver desmerecido a diretora do Instituto Igarapé, Ilona Szabó, especialista em Segurança Pública.

Foram estes os cidadãos exaltados na solenidade de 1º de maio último, pela “excepcional” colaboração que deram ao Brasil naquela efeméride, que se gabam de haver concorrido para que a Pátria possa se orgulhar de sua história.

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