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15 / out 2018

O NOVO SUSTO DE TRUMP

A cada dia que passa, a imagem de Donald Trump é salpicada por um fato novo que concorre para torná-lo mais controvertido. Agora chegou a vez do seu ex-chefe de campanha eleitoral, Paul Manafort, externar o propósito de contribuir para as investigações em curso envolvendo a eleição presidencial de 2016.

O atual denunciante, no ano passado, defendia Trump em processo que o incriminava.

Nos termos do acordo celebrado, Manafort assumiu o compromisso de cooperar (“completa e sinceramente”) com as sindicâncias comandadas por Robert Mueller. Consta de sua folha criminal condenação por fraude fiscal e bancária, relacionada com a consultoria que prestou ao ex-presidente ucraniano Viktor Yanukóvych, envolvendo dezenas de milhões de dólares.

A princípio, Manafort acreditava na possibilidade de obter perdão por parte de Trump, que o livraria de permanecer atrás das grades. Com o passar do tempo, constatou que, como essa ajuda tornara-se remota e não acreditando na lealdade de Trump, o mais conveniente seria colaborar com os funcionários da inteligência americana em prol da segurança nacional.

Há quem sustente que as informações de que Manafort dispõe não atingiriam diretamente o presidente, havendo outras pessoas que também tiveram contato com os russos e poderiam esclarecer melhor a participação soviética na derrota de Hillary Clinton.

É fato notório que Trump sabia da abominável reunião havida no Trump Tower com representantes do governo russo, tendo chegado a implorar a Putin que invadisse os e-mails de sua adversária com a finalidade de desmoralizá-la.

De tudo isso, sobreleva o detalhe de que Manafort é agora o quinto ex-assessor de Trump a se declarar culpado das acusações decorrentes da investigação de Mueller.

É inegável, pois, que essa sequência de denúncias concorrerá para um resultado danoso nas eleições para o Congresso, com o risco dos republicanos perderem a maioria de que desfrutam no Legislativo.