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09 / ago 2019

O NOVO E CONTROVERTIDO PREMIÊ BRITÂNICO

O jornalista e escritor Boris Johnson, 55 anos, é o mais novo primeiro-ministro britânico. Alexander Boris de Pfeffel Johnson nasceu em Nova York (19/6/64) e renunciou à cidadania norte-americana há três anos, para não pagar impostos nos Estados Unidos.

O premiê britânico, Boris Johnson (Foto: POOL/AFP/Arquivos)

É neto do político turco Ali Kamel, que chegou exilado a Grã-Bretanha, onde trocou de nome sem maiores dificuldades. Johnson descende de uma avó francesa e de outra que era suíça. Teve como mãe uma pintora inglesa, aristocrata, liberal e de sangue judeu.

O novo mandatário fala fluentemente francês, italiano, espanhol, alemão, grego e até latim. Desde 2015, representava o distrito eleitoral de Uxbridge e South Ruislip na Câmara dos Comuns. Ao longo de sua trajetória política, jamais ocultou o desejo de tornar-se primeiro-ministro, para o que contribuiu a sua admiração por Winston Churchill, que, como ele, fora jornalista.

Stanley, seu pai, mudou-se para Bruxelas em 1973, sendo os filhos educados em colégios europeus. Johnson foi correspondente do jornal “The Daily Telegraph” na capital belga. Mais tarde, surpreendeu seus amigos com o atual crédito político, pois, antes de ingressar na política, jamais revelara tendência contrária a Europa.

O novo premiê chega ao poder como um “brexista populista” que pensa “energizar o país”, mas sem explicar como obterá esse resultado.

O maior problema que os ingleses enfrentam é saber qual Boris chegará a Downing St. 10: se o brexista amigo de Donald Trump; se o liberal do Centro, com formação conservadora; se o ex-prefeito de Londres, por duas vezes, que prometeu anistia aos imigrantes; ou se o comandante que irá romper o acordo com a União Europeia.

Essas incertezas são procedentes, pois, não se sabe se, depois de eleito, Boris passará a defender um brexit rígido, que possa impedir o risco de uma eleição geral. Caso não ganhe, poderá contribuir para a extinção do partido conservador, a não ser que venha a negociar com a Europa a sua permanência à frente do Reino Unido.

O presidente dos Estados Unidos, surpreendentemente, o felicitou como se já fosse o Primeiro-Ministro e não somente o líder do partido conservador.

No momento, o que mais horroriza Boris é a eventual realização de uma eleição geral, para que possa ser legitimado como candidato conservador. Mas, para concretizar o seu projeto político, necessita da maioria que não tem: seja na Câmara dos Comuns, seja na Câmara dos Lordes. Esta vantagem só conseguirá com um novo parlamento “pró- brexit”.

Johnson e o presidente argentino se conhecem desde o Fórum Econômico de Davos, em 2009, quando o novo primeiro-ministro era prefeito de Londres e Macri prefeito de Buenos Aires.

O gabinete de Johnson promoveu uma mudança total em relação ao anterior de Theresa May. Boris Johnson reproduziu o mote de Donald Trump de que “vai restabelecer a confiança na democracia”, rodeando-se de auxiliares de etnia diversa, com a destacada presença de mulheres na primeira linha de seu gabinete.            

Com isto, pretende projetar a imagem de uma “Grã-Bretanha moderna”, convocando nova geração de políticos que reflita a realidade do país.

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