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22 / jul 2019

O DISSABOR DE DONALD TRUMP

Donald Trump (Foto: Leah Millis/Reuters)

O comportamento de Donald Trump no encontro do G-20, no Japão, não diferiu de sua postura no G-7, quando, de braços cruzados e emburrado, encarou as seis maiores economias mundiais. Antes de embarcar, Trump já anunciara: “Os europeus nos tratam pior do que a China”.

Quando da redação do comunicado final, os Estados Unidos se esforçaram em convencer seus aliados de que o Acordo de Paris, que fixara metas rígidas de preservação ambiental, não deveria constar daquele documento.

Certo, porém, que o fechamento do acordo de livre comércio do Mercosul com a União Europeia somente ocorreu pelo fato de Bolsonaro passar a admitir a sua permanência naquele convênio, inobstante a sua conhecida fidelidade a Donald Trump.

Desde que assumiu o governo, Trump externou seu propósito em dedicar-se à política externa, instituindo a plataforma de nacionalismo que denominou “América, em primeiro lugar”.

As negociações mantidas com outras nações prescindem de aconselhamento por parte de seus assessores, resultando exclusivamente de sua vontade. Foi o que ocorreu no convite público que dirigiu ao ditador Kim Jong-un para um encontro na zona desmilitarizada das Coreias, colhendo de surpresa aqueles que o acompanhavam na viagem.

Assim, queixoso de não haver recebido a atenção que julgava merecer dos países presentes em Osaka, “inventou” este encontro com o líder coreano, o que levou o jornal “The Washington Post” a afirmar que Trump “parece mais a vontade com homens fortes do que com líderes democráticos”.

No colóquio realizado na Ásia, o presidente norte-americano optou por conviver com Vladimir Putin, Mohammed bin Salman (o príncipe herdeiro da Arábia Saudita) e Xi Jinping, ao invés de manter conversação com Macron (França) ou Trudeau (Canadá), desdenhando os seus países.

A sua atenção estava voltada para o debate dos pré-candidatos do Partido Democrata à sua sucessão. Havendo se encontrado rapidamente com Bolsonaro, falando ironicamente sobre a Venezuela, disse que o Partido Democrata americano irá “mudar o nome para Partido Socialista”.

Fora isso, não houve qualquer manifestação do presidente dos Estados Unidos que pudesse conferir-lhe a importância que presume ter na liderança política do Globo.

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