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20 / out 2017

A MAIS GRAVE TEMPESTADE

Desde que Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos, o mundo ficou ciente de seu delírio, que, com o passar dos dias, assumiu proporções surpreendentes, sem que se possa prever a que ponto chegará.

Recentemente, foi lançado naquele país o livro “The Dangerous Case of Donald Trump” (“O perigoso caso de Donald Trump”), que é uma coletânea de 27 artigos de psicanalistas, terapeutas, dois escritores e um advogado, cuja apresentação foi confiada ao professor Robert Jay Lifton, reconhecido como um dos mais notáveis psiquiatras norte-americano.

A obra contém as mentiras e arroubos de Trump no primeiro semestre de seu governo, a começar da solenidade de sua posse, quando afirmou que jamais houve uma multidão tão expressiva nos eventos anteriores.

A história mostra que, embora no passado a nação contasse com paranoicos na Casa Branca, a exemplo de Lyndon Johnson e Richard Nixon, esses tiveram, no entanto, atuação destacada em outras áreas que não afetaram o seu relacionamento com outros países.

Nos últimos dias, Trump conseguiu comprar briga com aliados, membros do seu gabinete, abandonando a UNESCO, divergindo do secretário de Estado, Rex Tillerson, despertando a ira dos democratas com as medidas anti-imigração que voltou a implementar.

O seu gabinete já sofreu nove desfalques, tendo ele próprio afirmado, num jantar com lideranças das forças Armadas, que aquele encontro importava na “calma antes da tempestade”. Os seus convivas ficaram perplexos, sem saber o que estará para acontecer no futuro próximo.

A todo o momento, reafirma que não confia em ninguém e, paradoxalmente, aplaude tiranos, como o “amado líder” Kim Jong-un da Coreia do Norte e o sírio Bashar al-assad. A sua diferença maior é com Barack Obama, que qualificou de muçulmano, tendo nascido no Quênia.

Conforme anotou Elio Gaspari, após a leitura do livro mencionado, em relação à Trump: “Não se pode diagnosticar que ele seja doido, mas pode-se garantir que naquela cabeça mora o perigo”.

Assim, Trump vem colecionando derrotas e a sua desaprovação, segundo a aferição do Gallup, que entrevistou 1.500 pessoas, já atingiu a 36%.

Embora os últimos furacões que atingiram os Estados Unidos não tenham passado por Washington, tudo faz crer que a atual administração pouco fica a dever às hecatombes climáticas que sacudiram as regiões sul e leste. seja na saúde, na guerra cultural, na briga contra os atletas, na saída do Tratado Transpacífico, Trump expõe o seu país a uma tempestade potencialmente devastadora.