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06 / set 2019

OMISSÃO COMPROMETEDORA

Um obsceno projeto que amplia em 85% o valor do Fundo Eleitoral foi votado no Congresso. Mais uma vez, o dinheiro público foi desviado para suprir a campanha, agora incluindo candidatos que disputarão os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador, em mais de cinco mil municípios brasileiros.

A proposta, incluída na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), importará num salto inescrupuloso, elevando de R$ 2 bilhões para R$ 3,7 bilhões a investida.

Para melhor compreensão do assalto perpetrado no Congresso – sem distinção de partidos e ideologias –, basta compará-lo aos 12% do que é destinado ao Bolsa Família no atendimento a 14 milhões de brasileiros. O programa Mais Médicos, que atinge mais de 60 milhões de pessoas, que era de R$ 1,33 bilhão até o final de junho passado, equivale a um terço do que foi arrebatado pelo Legislativo dos cofres públicos.

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05 / set 2019

UMA QUEDA COMPREENSÍVEL

Recente levantamento encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) ao Instituto MDA, apontou sensível queda no prestígio pessoal do presidente Jair Bolsonaro.

Embora o ministro Ricardo Salles entenda que a preservação do meio ambiente não deva corresponder à repercussão negativa das queimadas ocorridas na Amazônia, no exterior, 93,5% dos entrevistados consideram o fato como tema da maior relevância.

Já a indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixador nos Estados Unidos, foi reputada como inadequada por 72,7%, em contraposição a 21,8% dos que a consideram vantajosa para o nosso país.

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27 / ago 2019

A PROMESSA DESCUMPRIDA

Assim que Sérgio Moro foi convidado por Jair Bolsonaro para ser o ministro da Justiça, uma das condições que estabeleceu para aceitação do cargo foi que o Coaf lhe ficasse subordinado. Como o presidente, no início do mandato, carecia de um auxiliar dotado da autoridade moral de Moro, não hesitou em atendê-lo.

Criado em 1998, como órgão de inteligência para investigar operações suspeitas, o Coaf recebe informações de setores que, por força de Lei, são posteriormente encaminhadas ao Ministério Público e à Polícia Federal.

Com o passar dos dias, aquele órgão deparou com movimentações financeiras atípicas de Fabrício Queiroz, assessor de Flávio Bolsonaro, então deputado estadual do Rio de Janeiro.

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26 / ago 2019

UMA INDICAÇÃO INSUSTENTÁVEL

Desde que foi anunciada a indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixador em Washington, surgiram medidas junto ao Judiciário destinadas a barrar a pretensão do Planalto.

O deputado Jorge Solla (PT-BA) ingressou com ação na Justiça Federal, na Bahia, pleiteando, a “imediata inibição do ato” de indicação que violava “todos os mandamentos constitucionais referentes à impessoalidade e à moralidade”. O juiz do feito concedeu cinco dias ao presidente e ao seu filho para que se manifestassem sobre a ação proposta.

O Partido Cidadania pleiteou junto ao STF que fosse sustado o processo de indicação do novo embaixador, devido à sua “patente inexperiência e ausência de qualificação profissional”. O relator, ministro Ricardo Lewandowski, recusou a medida somente por entender que o partido autor não era parte legítima para postular, em nome próprio, a defesa de interesses “difusos” da população brasileira, sem entrar no mérito da questão.

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20 / ago 2019

A INTOLERÂNCIA PERMANENTE

Em recente pronunciamento, o presidente Jair Bolsonaro gabou-se de haver assinado medida provisória permitindo que as empresas de capital aberto publiquem seus balanços no site da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ou no Diário Oficial, a custo zero, deixando de divulgá-los nos jornais, como vem ocorrendo.  

A justificativa sustentada para esta medida consiste no seu propósito em fazer com que “a imprensa venda a verdade para o povo brasileiro e não faça política partidária, como vêm fazendo alguns órgãos”.  Segundo o mandatário, a medida implantada é uma “retribuição” às ações da mídia que o “esculachava” e o chamava de “fascista”.

O discurso rancoroso, ao invés de conter uma proposta legítima, converteu-se em evidente ato de retaliação. O jornal “Valor Econômico”, pertencente ao Grupo Globo, devido à sua especialidade, foi o mais atingido pela iniciativa presidencial em mais de 40% de sua receita.

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19 / ago 2019

A TORTURA COMO MÉRITO

Quando do processo de impeachment instaurado contra a ex-presidente Dilma Rousseff, o então deputado Jair Bolsonaro assim se manifestou: “Em memória do coronel Ustra, o meu voto é sim”. Com isto, exaltou a figura do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos principais símbolos da repressão durante a ditadura militar.

Não faltaram oportunidades ao presidente eleito para que reafirmasse seu aplauso à tarefa constringente cumprida pelo oficial, à custa do sacrifício daqueles que foram alvo de suas atrocidades.

No último dia 8, o presidente recebeu no Palácio do Planalto, para um almoço de “regozijo”, a viúva do militar, Maria Joseíta Silva Brilhante Ustra. Na oportunidade, o anfitrião reverenciou a personalidade do coronel, por quem se declarou “apaixonado”, como o “herói nacional que evitou que o Brasil caísse naquilo que a esquerda de hoje em dia quer”.

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09 / ago 2019

O NOVO E CONTROVERTIDO PREMIÊ BRITÂNICO

O jornalista e escritor Boris Johnson, 55 anos, é o mais novo primeiro-ministro britânico. Alexander Boris de Pfeffel Johnson nasceu em Nova York (19/6/64) e renunciou à cidadania norte-americana há três anos, para não pagar impostos nos Estados Unidos.

O premiê britânico, Boris Johnson (Foto: POOL/AFP/Arquivos)

É neto do político turco Ali Kamel, que chegou exilado a Grã-Bretanha, onde trocou de nome sem maiores dificuldades. Johnson descende de uma avó francesa e de outra que era suíça. Teve como mãe uma pintora inglesa, aristocrata, liberal e de sangue judeu.

O novo mandatário fala fluentemente francês, italiano, espanhol, alemão, grego e até latim. Desde 2015, representava o distrito eleitoral de Uxbridge e South Ruislip na Câmara dos Comuns. Ao longo de sua trajetória política, jamais ocultou o desejo de tornar-se primeiro-ministro, para o que contribuiu a sua admiração por Winston Churchill, que, como ele, fora jornalista.

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06 / ago 2019

UMA PREMIAÇÃO INSENSATA

O presidente Jair Bolsonaro, antes de submeter o nome de seu filho Eduardo Bolsonaro à aprovação do Senado, formulou pedido diplomático ao governo dos Estados Unidos para que o “garoto” assuma a representação brasileira naquele país.

Conforme ponderou o ex-embaixador Rubens Ricupero, na prática, Eduardo já atua como “chanceler informal”, estando agora em condições de assumir o cargo diplomático, embora esse desempenho deva ser institucionalizado – e não personalizado.

As principais democracias do mundo primam-se em indicar diplomatas de carreira e experientes para as embaixadas de maior vulto.

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02 / ago 2019

INCITAÇÃO AO ÓDIO

Os recentes pronunciamentos do presidente Jair Bolsonaro, atribuindo à OAB responsabilidade pelo desfecho insatisfatório do processo criminal instaurado quando da agressão à faca de que foi vítima, confirma o seu despreparo para o exercício da Suprema Magistratura da Nação.

Se no início de seu mandato algumas de suas propostas estarrecedoras podiam ser toleradas, agora, decorridos sete meses de sua investidura, o que assistimos é um obstinado e diário ataque ao Estado de Direito, com que exalta os crimes cometidos ao longo da ditadura militar.

Em face da avalanche do obscurantismo que tende a tomar conta do nosso País, é irrelevante indagar se a fala presidencial decorre de sua maneira de ser ou se constitui um ardil destinado a angariar prestígio junto à população.   

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30 / jul 2019

MAIS UMA INSENSATEZ

A declaração de Jair Bolsonaro de que há “99% de chance” de o GP Brasil de Fórmula 1 deixar o autódromo de Interlagos e ser transferido para o Rio de Janeiro, revela mais uma afoiteza do presidente. O diretor executivo da F-1, Chase Carey, negou-se a admitir que a mudança de local já estivesse definida.

Em maio passado, Bolsonaro, o governador Witzel e o prefeito Marcelo Crivella, firmaram termo de compromisso pelo qual a transferência já aconteceria em 2020. Assim procederam como se ainda não estivesse em vigor o contrato que assegura a permanência da corrida em Interlagos, pelo menos, até o ano vindouro.

A ida de Bolsonaro ao Rio de Janeiro, onde emitiu a pressurosa declaração, importou no seu empenho pela realização da mudança de local, tendo como pretexto as dívidas contraídas pelo empreendimento em São Paulo. No início do ano, o prefeito Bruno Covas promoveu a abertura de crédito de R$2.122.941,44 para reforma do autódromo, cujos boxes estão sendo reconstruídos.

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