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07 / jan 2019

BOLSONARO EM DAVOS

A participação do presidente Jair Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, na segunda quinzena de janeiro, deve ser recebida como um fato auspicioso. Em se tratando de reunião que congrega a elite econômica mundial, o novo mandatário poderá esclarecer certas manifestações negativas surgidas entre os seus ministros, que tem contribuído para comprometer a imagem de Bolsonaro no exterior.

Paulo Guedes, tão logo escolhido para ministro, referiu-se às alterações que pretende introduzir na economia brasileira, não encontrando motivo para priorizar o Mercosul, devido ao viés ideológico do bloco, como ocorreu no governo petista.

Após reconsiderar esta açodada afirmativa é certo que a resistência ao Mercosul ainda subsiste no núcleo presidencial, que defende como sendo mais vantajoso um acordo bilateral com a União Europeia.

O encontro em Davos se prestará, também, para uma aproximação com os países do Oriente Médio e, sobretudo, com a China, que Bolsonaro, em sua campanha eleitoral, qualificou como predadora comercial.

Paira razoável preocupação com o comportamento do chanceler Ernesto Araújo, adversário do projeto globalista ocidental, que, segundo ele, se infiltra nos meios intelectuais para dominar de forma gradual a cultura e obter o poder hegemônico da sociedade. Filiado à doutrina de Olavo de Carvalho, esse projeto é articulado por entidades internacionais, como a ONU e a UE, estando comprometido com as ideias da esquerda.

No simpósio de Davos, Bolsonaro deverá defender a reforma da Previdência, fazendo dela a sua primeira medida estrutural a ser enviada ao Congresso no primeiro trimestre de 2019.

Trata-se de providência do maior relevo, que não comporta delongas, pois, o fluxo de investimentos prometido pelo novo governo fica na dependência desse ajuste fiscal, segundo condicionaram presidentes de multinacionais que se avistaram com Jair Bolsonaro, estabelecendo exigências para a sua atuação no Brasil.