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06 / maio 2019

A REPRISE DO ESPETÁCULO

A atual legislatura federal atingiu o ápice do desrespeito à convivência parlamentar. A divulgação pela TV dos embates travados sobre a Reforma da Previdência estimulou o surgimento de manifestações inócuas e conflitantes. Ao invés de limitar-se ao enfoque dos aspectos constitucionais da proposta, optou pela exaltação dos interesses meramente partidários.

Como ocorreu nas sessões da Comissão Constitucional, a maioria dos pronunciamentos cuidou de temas inoportunos que, quando muito, ainda poderão ser alvo de questionamento na nova comissão prestes a funcionar.

A preocupação da maioria dos congressistas, sobretudo, os da oposição, é de demonstrar a seus eleitores, através do vídeo, que estavam desempenhando com ardor a missão que lhes fora confiada.

Os trabalhos do órgão constitucional foram presididos – e não dirigidos – por um congressista de 27 anos, que exercia o seu primeiro mandato. Devido ao seu flagrante despreparo, contribuiu para os sucessivos “shows” armados no Plenário. Os despropósitos foram tantos que o ministro Paulo Guedes teve que encerrar, prematuramente, a sua exposição após ser alvo de desmedidas provocações do deputado Zeca Dirceu, que se tornou o maestro de uma discórdia previamente orquestrada.

O povo brasileiro, a partir de agosto, contará com uma reprise dos degradantes espetáculos, que colocarão em risco a aprovação de um projeto que se arrasta no Congresso desde o primeiro mandato de Lula.

Aqueles que fazem obstinada resistência à proposta governamental não tem o menor interesse por uma discussão séria e proveitosa. No dia 1º de maio, o conhecido Paulinho da Força Sindical, que defende uma proposta desidratada, posicionou-se favoravelmente à nova EC, desde que “não garanta a reeleição de Bolsonaro”.

Desta inusitada condição restou patente que, no segundo semestre de 2019, o que estará em jogo, na realidade, é o retorno do petismo pegajoso ao Palácio do Planalto em 2022.

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