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22 / maio 2018

A PENITÊNCIA INCOMPLETA

Dilma Rousseff marca sua presença no exterior, invariavelmente, em desencontradas manifestações, contrariando o entendimento da maioria, ou em ocasiões impróprias. Isto ocorreu na Assembleia Geral da ONU, em 2014, ao propor um diálogo com o movimento jihadista na sangrenta guerra da Síria.

No encerramento do Brazil Forum UK, seminário promovido na London School of Economics sobre temas brasileiros, incorreu em novo disparate que repercutiu na imprensa internacional.

Segundo Dilma, trouxe-lhe remorso o fato de haver sancionado a Lei 12.850/13, que regulamentou o instituto da delação premiada, por se tratar do instrumento mais valioso adotado pela Operação Lava Jato. Com ela, teve início “o processo de maior investigação no Brasil”, pois o MP e a PF “utilizaram o que construímos contra nós”.

A decantada perseguição ao lulismo ganhou maior destaque nas gestões anteriores, quando as falcatruas cometidas tiveram início, contando com a colaboração decisiva do Planalto e estarrecendo a opinião pública.

As investigações somente surtiram efeito com os acordos de delação premiada, que ajudaram na sindicância de empresários poderosos, favorecidos no relacionamento estreito mantido com o PT, incluindo, integrantes da base aliada, a exemplo do senador Aécio Neves.

Se Dilma, a esta altura, se declara “arrependida” de haver chancelado a mencionada lei, pelos efeitos punitivos que atingiu seus parceiros, o mesmo não ocorreu com Lula, ora “estagiando” em cela apropriada na PF de Curitiba.

O megalomaníaco externou sua insatisfação por não haver instituído a censura aos veículos de comunicação enquanto estava no poder, editando lei especial, cuja finalidade qualificou de mera “regulação da mídia”.

Ao invés de fazer proselitismo de seu desastrado governo, Dilma seria melhor compreendida caso se penitenciasse por haver concorrido para o desemprego de 13 milhões de brasileiros e, na condição de presidente do Conselho de Administração da Petrobras, ter autorizado a compra da refinaria de Pasadena.

Some-se a esse desleixo o apoio dado aos regimes autoritários da África e América Latina, concedendo-lhes empréstimos vultosos através do BNDES, tal como sucedeu na Venezuela, cujo pagamento jamais ocorrerá, devido à identidade ideológica que inspirou essas operações financeiras.

Toda dívida deve ser quitada com o valor atualizado do mútuo obtido, sob pena de converter-se em calote.