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20 / maio 2019

A DIFUSÃO DO ÓDIO

Os mais fieis eleitores de Bolsonaro jamais poderiam prever a sua manifesta incapacidade de direcionar os rumos do Brasil, que ficaram sob a tutela de um astrólogo e de um bando de aloprados, concorrendo para o desprestígio, sobretudo, das Forças Armadas.

Diariamente, a opinião pública é sacudida pelas farpas desferidas por um “cidadão” que optou em viver nos Estados Unidos “de tanto que adora o Brasil”. É inconcebível que o presidente, acolitado pelos seus filhos, possa conviver com um mal educado, mestre em xingamentos e emprego de palavras de baixo calão, dando corda a quem pretende desestabilizar o governo.

A esperança por dias melhores para o País ficou na dependência da integridade de seus ministros Paulo Guedes, Sérgio Moro, Tarcísio de Freitas, além de outros generais da estirpe de Hamilton Mourão, que atuam como verdadeiros patriotas, empenhados em tornar o nosso País uma nação respeitada.

A sensação propagada é de que o presidente não se interessa em assumir o comando da Nação, optando por erupções emanadas à distância pelo seu ideólogo, mostrando-se incompetente em controlar a atuação de seus filhos, que colocam em risco a gestão paterna.

Bolsonaro já demonstrou a sua incapacidade em adotar decisões relevantes, deixando-se levar pelas ideias estapafúrdias, mormente daqueles que dizem “amém” às suas propostas. O vice-presidente Hamilton Mourão é constantemente ofendido por Olavo de Carvalho, que o considera um “virtual golpista”, um “charlatão desprezível”.

Os ataques contumazes desferidos contra os honrados militares que têm assento no Palácio do Planalto não pouparam sequer o general Villas Boas, 67 anos, portador de esclerose lateral amiotrófica, doença degenerativa que limita sua locomoção. No juízo de Olavo, os generais que foram recrutados por Bolsonaro buscam proteção escondendo-se “por trás de um doente preso a uma cadeira de rodas”, cujo comportamento não recebeu, até agora, qualquer manifestação de apoio do mais alto mandatário do país.

Em face dos acontecimentos que sacudiram a confiabilidade de um governo que acorda todos os dias aturdido pelos espectros da esquerda repugnante, deverão ser postos em prática todos os esforços de eliminação possíveis.

Fica a certeza de que a razão estava com Abraham Lincoln – e não com o futurólogo Olavo de Carvalho, na distinção proposta: “Não fortalecerás os fracos, por enfraqueceres os fortes. Não ajudarás o assalariado, se arruinares aquele que o paga. Não estimularás a fraternidade, se alimentares o ódio”.

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