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21 / fev 2020

A ARTE DE SABER ESCOLHER

A recente nomeação do general Walter Souza Braga Netto, natural de Belo Horizonte, para ministro da Casa Civil, ensejou diversas especulações quanto à finalidade da escolha.

Não se tratava, apenas, da substituição do deputado Onyx Lorenzoni, cuja atuação no Planalto descontentava o presidente. O parlamentar vinha se empenhando mais em articular sua candidatura a governador do Rio Grande do Sul do que exercer satisfatoriamente a tarefa de gerir, com eficiência, a pasta que lhe foi confiada.

O general Braga Netto exerceu discretamente a intervenção federal no Rio de Janeiro, fazendo valer a disciplina do Exército, evitando pronunciamentos e entrevistas estapafúrdias que pudessem comprometer a sua incumbência.

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18 / fev 2020

COMO SALVAR A DEMOCRACIA

Na véspera do resultado da eleição presidencial dos EUA, em 2016, a maioria dos observadores e cientistas políticos, não concebia que no dia seguinte aquele país passaria a conviver com o mais extravagante dirigente de sua história.

Pela primeira vez, um homem sem nenhuma experiência em cargos públicos, com aparente compromisso com seus eleitores, sem nenhum respeito aos direitos constitucionais e tomado de claras tendências autoritárias, foi eleito presidente.

Tratava-se de um candidato que até pouco tempo não tinha sequer filiação partidária e que carecia dos princípios éticos para assumir o comando da maior potência do mundo.

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10 / fev 2020

A CONDENAÇÃO IMPOSTA POR DONALD TRUMP

Com a finalidade de diminuir o número de pedidos de asilo, Donald Trump determinou que fossem transferidos para o México os brasileiros que tentassem ingressar nos EUA, em situação irregular.

O Itamaraty já teve ciência dessa determinação, esclarecendo que a medida decorreu de ato firmado no ano passado, que recebeu a denominação de Protocolo de Proteção ao Migrante (MPP).

Bolsonaro, quando se encontrava na Índia, em entrevista concedida à imprensa apoiou a iniciativa de Trump, considerando-a normal, não lhe fazendo qualquer restrição.

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03 / fev 2020

UMA ASPIRAÇÃO JÁ RENUNCIADA

A pretensão do Brasil em integrar o Conselho de Segurança da ONU, como membro permanente, é anterior à criação deste organismo em 1945. Data de 1926, sendo abandonada temporariamente e ressurgida em 1980 pelo presidente José Sarney.

O Conselho de Segurança conta com 15 membros, sendo cinco com poderes de veto: EUA, Rússia, China, Reino Unido e França. Os demais são eleitos pela Assembleia Geral para mandatos de dois anos.

Um lugar no Conselho Permanente significa ter sempre voz ativa na consecução de medidas de interesse do membro, além de poder acompanhar de forma atuante o que acontece no cenário mundial.

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27 / jan 2020

A EXALTAÇÃO AO NAZISMO

Roberto Alvim, secretário especial de Cultura, após reproduzir pronunciamento de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler, foi demitido ante a pressão dos presidentes do Senado e Câmara e da Comunidade Judaica Brasileira, esta representada pelo embaixador Yossi Shelley.

 A similitude do texto elaborado por Goebbels, em 1933, com o que foi divulgado por Alvim decorre da ênfase emprestada ao fato de que “A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada”.

Em seu pronunciamento, Roberto Alvim repetiu aqueles dizeres: “A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo, ou então não será nada”.

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21 / jan 2020

UM PARTIDO A MAIS

O Brasil conta, presentemente, com 33 partidos, além de 77 em fase de aprovação pelo Tribunal Superior Eleitoral. Entre as legendas em fase embrionária, figura o Partido Nacional Corinthiano (PNC). Este talvez seja comandado, no futuro, pelo ex-presidente Lula, responsável pela construção do estádio da equipe de sua predileção.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou a criação do Partido “Aliança pelo Brasil”, sob o qual pretende se abrigar no curso de sua pálida trajetória política. O escopo da nova legenda é conferir expressão nacional ao seu credo e não construir um partido que corresponda aos anseios inovadores do povo brasileiro.

Tudo faz crer que essa corporação irá primar pelo autoritarismo, impondo aos filiados fiel lealdade ao seu líder, embora essa exigência, no passado, não constituísse requisito aos que ingressaram no PT.

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13 / jan 2020

A TENDÊNCIA À CONFRONTAÇÃO

O presidente Jair Bolsonaro converteu a saída do Palácio da Alvorada em um palanque de onde emite as mais excêntricas e provocantes mensagens, que ganham repercussão nacional.

A truculência do mandatário não surpreende, pois, mesmo antes de sua posse, desferiu reiterados ataques à imprensa, demonstrando que o mesmo aconteceria após a sua investidura como supremo dirigente da Nação.

Desde então, tornaram-se conhecidas as manifestações contrárias aos órgãos de divulgação em 99 oportunidades, numa demonstração patente de que abomina a atividade jornalística.

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06 / jan 2020

IDEOLOGIA COMPROMETEDORA

Forte viés ideológico comprometeu a nossa política externa em 2019. Para isto contribuiu a escolha do chanceler Ernesto Araújo e do assessor para Assuntos Internacionais, Filipe Martins, ambos filiados a Olavo de Carvalho, que foi o responsável pelas suas indicações.

Já nos primeiros dias de sua gestão, Bolsonaro questionou a possibilidade de um relacionamento satisfatório com a China, nosso principal parceiro, difundindo o refrão de que aquele país estaria propenso a “comprar o Brasil”.

Esta suspeita deixou de existir com a visita do vice-presidente Hamilton Mourão ao Oriente e, sobretudo, com a reunião do Brics, que contou com a presença do mandatário chinês, Xi Jinping.

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27 / dez 2019

A REPARAÇÃO DE UMA INFÂMIA

Sem concluir um acordo sobre o mercado de emissão do carbono, a COP-25, realizada em Madri, se extinguiu de modo pouco alentador. O Brasil contribuiu para este malogro obstruindo a carta final, mediante idas e vindas.

Segundo os participantes do simpósio, o Itamaraty ficou numa posição isolada por representar o único país a defender que metas de redução de emissões não deveriam ser ajustadas, descontando-se do cálculo dos créditos de carbono vendido a outros países.

Esse isolamento contrasta com o protagonismo de 2015, quando o Brasil teve presença marcante na conferência do clima de Paris.

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23 / dez 2019

A CONSAGRAÇÃO DE UM ENERGÚMENO

Em palestra dirigida a empresários durante a campanha eleitoral, indagado sobre as alterações que faria na Educação, o candidato Jair Bolsonaro foi incisivo ao afirmar que pretendia “entrar com um lança-chamas no MEC e tirar o Paulo Freire lá de dentro”.

Num dos encontros rotineiros na saída do Palácio do Alvorada, o presidente defendeu o fim do contrato com a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), responsável por gerar a TV Escola. No curso dessa atoarda, denunciou a presença da esquerda naquele órgão, enfatizando a figura de Paulo Freire, qualificando-o de energúmeno.

A sua fala repercutiu negativamente na mídia, servindo para demonstrar o seu total desconhecimento, também, quanto ao trabalho realizado pelo respeitado pedagogo.

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